PARÓQUIA DE SANTO ILDEFONSO - PORTO


Igreja Matriz de Santo Ildefonso

Praça da Batalha 4000-101 Porto
Telefone: 22 2004366 Fax: 22 3406192 E-mail: santoildefonso@hotmail.com

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APRESENTAÇÃO
A Igreja Matriz de Santo Ildefonso, na cidade do Porto, edifício multissecular e de gloriosas tradições, situa-se no coração da Baixa Portuense, tendo na sua envolvente frontal o Largo de Santo Ildefonso e a Praça da Batalha.
Trata-se de uma zona, das mais nobres, da cidade do Porto, com unidades hoteleiras de grande qualidade e um afluxo considerável de turistas que demandam a zona histórica do Porto, Património Mundial da Humanidade.
A envolvente comercial (do melhor comércio tradicional da cidade) e de serviços bem como a existência de terminais rodoviários e ferroviários, determinam um fervilhar constante de pessoas.
O passado histórico desta freguesia é notável.
Desertificada esta Baixa portuense e envelhecida a população remanescente, não se perdeu, no entanto, nem a memória do passado nem o associativismo das suas gentes.

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HORÁRIO DAS MISSAS

Segunda a sexta-feira
•18,00 horas

Sábado
•19,00 horas

Domingo
•10,00 horas
•12,00 horas
•19,00 horas

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TERMINADAS, e com sucesso, as FESTAS DE SANTO ILDEFONSO, no 266º aniversário da Igreja Paroquial (de 9 a 17 de Julho), as actividades pastorais entram em pousio e os trabalhadores da messe... em descanso "pastoral"
Assim sendo, para que não fique o espírito sem alimento, eis as reflexões que serão propostas na FOLHA DOMINICAL destes próximos domingos:

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17º Domingo Comum
24 de Julho 2005

E se Deus nos dissesse: “Pede o que quiseres”? Qual seria a nossa primeira reacção, nós que não estamos habituados a que alguém nos diga isso? Pensaríamos, primeiro, no que desejaríamos pedir ou, então, ficaríamos a estranhar tal oferta? Ora, sendo Deus a dizer-nos isso, essa nossa estranheza não teria cabimento ou então a nossa confiança em Deus andaria pelas ruas da amargura. Vamos então ao que devemos pedir a Deus.
Salomão (1ª leitura) pediu a Deus o seguinte: “Dai ao vosso servo um coração inteligente, para saber distinguir o bem do mal”.
Quem de nós ousaria pedir isso mesmo a Deus, como sendo a coisa mais preciosa para a sua vida: um coração inteligente, para saber distinguir o bem do mal? Aqui entrarão os nossos desejos mais profundos, aqueles que guardamos no íntimo do coração e que tanto gostaríamos de ver concretizados no nosso dia-a-dia. Sabemos bem quais são. Deus também o sabe. Só que não coincidem com os de Salomão e não são, afinal, a coisa mais importante e decisiva para a nossa vida! Peçamos a Deus que nos ensine a pedir-Lhe aquilo que mais nos convém, segundo a Sua vontade.
As parábolas que Jesus nos conta, neste Domingo, são muito breves e com uma mensagem clara: o tesouro de pérolas preciosas e a rede lançada ao mar e recolhida.
Se se quer conquistar o reino do Céu, isto é, entrar na paz, na harmonia, na salvação de Deus, é preciso ter a mesma prontidão de decisão e a mesma totalidade de entrega de que nos fala Jesus. O reino dos Céus é o que há de mais precioso e quem o encontra deve renunciar a tudo para nele entrar. A nossa opção pela felicidade eterna não deve ser algo de episódico e marginal, mas de contínuo e vital.
Quantas vezes pessoas há que estão prontas a vender tudo, inclusivé o seu corpo e a sua alma, para arranjar dinheiro e prazeres, escolhendo ilusões de alegria que, no fim, deixam as mãos vazias e o coração mergulhado no remorso e na tristeza!
Na rede trazida para a praia, há peixes bons e peixes que não prestam. O tesouro (o reino dos Céus) está presente no mundo, neste nosso mundo, entre o barulho, as pressas, as misérias e dramas de uma Humanidade cheia de confusões.
Ter olhos para ver e ouvidos para escutar, ter inteligência para perceber e coração para amar, ter a força da fé para descobrir, durante a vida e na vida, este tesouro, como é admirável e salutar! Infelizmente, tantos há que vivem a vida em sobressalto contínuo, coleccionando solavancos, ilusões, angústias e desvios! São, afinal, outros "reinos" que se procuram... mas, para quê?
“Senhor, dai ao vosso servo um coração inteligente
para saber distinguir o bem do mal”.

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18º Domingo Comum
31 de Julho 2005

Uma meditação em três actos
para uma única cena: a cena da vida

1. Vamos ler e interiorizar, com toda a simplicidade, o que Deus nos diz, na 1ª leitura deste Domingo: Vinde a Mim. Quem? - vós que tendes sede;- vós que não tendes bens deste mundo. Quais as condições? - prestai-Me atenção e escutai. Qual o resultado? - a vossa alma viverá.
Voltemos a ler e façamos um momento de paragem para meditar no que lemos.

2. Meditemos no que nos é dito na 2ª leitura. S. Paulo pergunta: “Quem poderá separar-nos do amor de Cristo?” E responde: “nem a tribulação, nem a angústia, nem a perseguição, nem a fome, nem a nudez, nem os perigos, nem a espada, nem a morte, nem a vida, nem nada deste mundo, nem nada do outro.” Chama-se a isto um amor autêntico, uma verdadeira paixão. E quanto a nós? Aguentaríamos todos os ataques e manteríamos o amor a Jesus Cristo? Tenhamos, ao menos, a coragem de responder a esta pergunta.

3. No Evangelho é Jesus quem se preocupa com as necessidades materiais das pessoas. Sentia-se responsável porque as multidões eram atraídas por Ele e pelas iniciativas que Ele tomava. Uma coisa não estava desligada da outra: anseios espirituais e necessidades materiais. Ora, connosco, pode acontecer o que se dá, frequentemente, com as crianças: lambem a compota e deitam fora o pão. Isto é, quando nos são pedidos ou exigidos sacrifícios, deixamos os nossos egoísmos falarem mais alto. E voltamos sempre à mesma história das velhas desculpas... esfarrapadas!

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19º Domingo Comum
7 de Agosto de 2005

Salva-me, Senhor!

Deus tem infinitos modos de Se manifestar. O profeta Elias (1ª leitura) encontrou Deus numa ligeira brisa. Pedro (Evangelho) encontrou Jesus Cristo na tempestade.
Como nem sempre há tempestades, mas, habitualmente, há ligeiras brisas, será mais frequente o nosso encontro com Deus nas coisas simples e comuns do nosso existir.
É verdade que, para alguns, os momentos de crise, de doença, de operações de risco, de tragédia, de angústia, são momentos-limite que fazem pensar que afinal nada podemos e tudo pertence a UM só!
Mas como a vida é feita mais de coisas normais e rotineiras, corremos o risco de uma profunda distracção relativamente a Deus, se não O procurarmos nos acontecimentos triviais do nosso quotidiano! Não é só quando troveja que nos devemos lembrar de Santa Bárbara. Os pára-raios instalam-se em dias serenos e secos. Nem nos parece normal andar, só se formos empurrados! Não devia ser necessário precisar de “encontrões” para acordarmos. Até porque é triste andar na vida como sonâmbulo. Então se for no domínio da fé, é bem pior.
Que dizer de quem só reza quando está aflito (não seria melhor um calmante com um copinho de água e os pés ao alto?). Que dizer de quem é religioso só quando tem exames (médicos ou escolares)? Não seria melhor, para uns, ter mais cuidado com a saúde e, para os outros, deixar de mandriar o ano inteiro?
Porém, no Evangelho deste domingo, a lição maior é para os que “são da casa”. A barca que estava a naufragar levava “os da casa” – os discípulos de Jesus. Pedir ajuda é legítimo e salutar. Agora duvidar é que não esteve certo. Isto passou-se com Pedro e, por isso, Cristo ensinou-o a perceber que quando se põe em causa uma ordem de Cristo, começa-se a meter água: Pedro começou a afundar-se!
E é aqui que somos capazes de incluir o “afundamento” de cristãos “caseiros”, isto é, cristãos habituados a uma rotina de pertença à Igreja e que vêem tudo andar bem quando as águas estão calmas, águas mornas, sem ondas, sem vida, sem desafios. Esses são os que fabricam a noção de “serviço cristão” à sua maneira, esses são os que racionam o “compromisso eclesial” à medida dos seus apetites, esses são os que se abrigam em desculpas para não serem mexidos no seu egoísmo e vaidades. Também nestes podemos falar de “tempestade”: a tempestade da mediocridade, tão fatal para um cristão quanto é certo que, desse modo, não estão criadas condições para escutar a voz do Mestre que chama. Assim sendo, o barco irá mesmo ao fundo.
Não há nada como ter a humildade de Pedro – e era pescador de profissão, ao contrário de Cristo que o que sabia era de carpinteiro – e podermos dizer e acreditar com toda a sinceridade:
“Salva-me, Senhor!”

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20º Domingo Comum
14 de Agosto de 2005

Senhor, tem compaixão de mim. A minha filha está cruelmente atormentada por um demónio.

A mulher que assim pediu o milagre a Jesus não pertencia ao povo de Deus. No entanto, para ela não existiam barreiras. Tratava-se de um coração de mãe que lutaria até ao fim, fazendo tudo para que a sua filha fosse curada.
O evangelho deste domingo, relatando-nos este acontecimento, faz-nos pensar em alguns pontos fundamentais para a nossa vida cristã:
1. Pode acontecer haver gente de dentro (“cristãos ditos praticantes”) que não tenham tanta fé.
2. Pode acontecer que esses mesmos cristãos vão bater a outras portas (erradas, como, por exemplo, bruxas e C.L.da) e não à porta de Jesus Cristo.
3. Pode acontecer que haja quem não acredite que o demónio possa fazer estragos nas pessoas. Confundirão essas situações com doenças do foro psíquico, o que não é verdade! De facto, o demónio existe, essas possessões existem (disso não temos nenhuma dúvida!) e... estamos diante de um mistério (disso também não duvidamos).
4. Pode acontecer que haja quem pense que essas situações possam ser resolvidas por “charlatães” (ainda que... da Igreja) ou “charlatonas” (com a “morada aberta” para cobrar, em nome de uma rezas, uns “cobres” avultados). Ora isso é um equívoco tremendo que... ainda dá mais gozo ao demónio!
5. Pode acontecer que haja quem não saiba que esse poder foi dado por Jesus Cristo à Igreja e é só à autoridade apostólica (bispo) que compete actuar ou delegar a actuação. Mas é mesmo assim e só assim!
6. Tudo, para ser correcta a actuação, deve acontecer com discrição, com humildade, com fortaleza de alma e com fé. Doutro modo, as coisas poderão complicar-se e alargar-se.
7. “Então Jesus respondeu-lhe: “Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas”. E, a partir daquele momento, a sua filha ficou curada.”


O Pároco
Cónego Doutor Alfredo Leite Soares

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ORAÇÃO A SANTO ILDEFONSO

Ao vosso amparo e protecção
nos acolhemos, Santo Ildefonso,
e suplicamos a vossa intercessão
para vencermos o pecado
e sermos perseverantes
na prática do bem.
Alcançai-nos o zelo de uma vida, segundo o Evangelho,
que seja testemunho de Jesus Cristo
e avivai em nós o desejo de crescermos na fé.
Abençoai as crianças e os jovens,
os adultos e os idosos.
Intercedei pelos doentes
e pelos que vivem sozinhos e abandonados.
Confortai os tristes e os aflitos
e encaminhai os errantes.
Fazei regressar
os que andam perdidos pela indiferença e pelo pecado.
Reconciliai os casais desavindos
e iluminai os que atravessam momentos de crise.
Dai aos pais
a coragem do bom exemplo
e a lucidez cristã
nas suas tarefas educativas.
Santo Ildefonso,
nós vos pedimos o dom da fortaleza
para vivermos e testemunharmos a fé,
com coerência e sabedoria,
no meio das dificuldades que nos rodeiam.
Alcançai-nos a graça especial
que cada um mais precisa,
segundo a vontade de Deus.
A vós, que viveis na glória eterna,
pedimos que livreis de todos os males,
espirituais e temporais,
o povo que vos é dedicado
e que nos conserveis na fortaleza da fé,
no conforto da esperança,
no serviço generoso aos irmãos
e no amor de Deus.
Santo Ildefonso,
guiai os nossos passos
pelos caminhos da Eternidade.
Amen.

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Hino a Santo Ildefonso

Ó glorioso Padroeiro,
A ti nos vimos consagrar
E te rendemos homenagem:
O teu louvor vimos cantar.

CORO:
Sê p’ra nós, Santo Ildefonso,
Guia seguro e protector.
Lá do Céu ajuda o teu povo
A caminhar nas vias do Senhor.

Um grande amor à Virgem Mãe
Encheu de luz teu coração.
O teu exemplo nos seduz
A aumentar a devoção.

Pastor zeloso e sapiente
Fulgor, virtude e santidade.
Inteligência admirável
Da Luz divina claridade.

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A comunidade paroquial de Santo Ildefonso


* A catequese paroquial decorre desde a última semana de Setembro a Junho, com sessões todos os sábados, das 15,00 às 16,00 horas.
Aos domingos, as crianças participam na Eucaristia das 10,00 horas.
Os momentos do Natal, Carnaval, Páscoa e final da catequese são vivenciados com peças de teatro, dinamizadas pelos jovens e com a participação das crianças.

* A comunidade celebra com solenidade o Natal, com a Missa da meia-noite e o simbolismo da “Prenda ao Aniversariante”, depositada no Presépio, colocado no início do arco-cruzeiro.

* A Semana Santa e a Páscoa são celebradas com solenidade.
O Domingo de Ramos começa com a bênção e procissão dos Ramos, no Largo de Santo Ildefonso, às 9,45 horas. A narração da Paixão do Senhor é participada por toda a assembleia. Em todas as Missas acontece igual participação.
Na Quinta-feira santa, às 17,00 horas: Eucaristia da Ceia do Senhor, cerimónia do lava-pés. Procissão e reposição do SS. mo Sacramento. Adoração ao SS.mo Sacramento, até às 22,00 horas.
Na Sexta-feira Santa, às 15,00 horas: Celebração da Paixão do Senhor com Liturgia da Palavra, Oração dos Fiéis, Liturgia da Cruz, Comunhão. Às 21,00 horas: Via Sacra seguindo as 14 cruzes no Adro da Igreja. No final, hora de oração, de presença e de veneração ao Senhor morto e à Senhora da Soledade.
Na Vigília Pascal, às 21,30 horas: Liturgia da Luz, da Palavra, do Baptismo e da Eucaristia.
No Domingo de Páscoa, Visita Pascal e bênção das Famílias e das casas, durante a tarde.
Na terça-feira de Páscoa: Visita Pascal aos comerciantes da Baixa do Porto (9,30 – 19,00 horas) e ao Mercado do Bolhão (14,30 horas).

* Todos os anos, no dia 1 de Maio, a Paróquia vai em peregrinação a Fátima.
No mês de Maio, o Pároco reza o Terço, todos os dias, de segunda a sexta, às 17,00 horas e às 21,15 horas. Aos sábados e domingos, às 18,00 horas.
No dia 12 de Maio faz-se uma grandiosa procissão de velas, a partir das 21,15 horas, pelas ruas da Paróquia. No dia 31 de Maio, o encerramento do mês de Maria é feito no Largo de Santo Ildefonso. Ambas as cerimónias terminam com o cântico do Adeus e a veneração da imagem de Nossa Senhora por parte dos fiéis.

* No dia 10 de Junho, os grupos paroquiais reúnem-se num passeio de confraternização.

* A noite de S. João é celebrada a preceito nos terrenos da Igreja.

* As Festas de Santo Ildefonso, promovidas pela Paróquia, realizam-se, todos os anos, em torno do 3º domingo de Julho.


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Um pouco da história da Igreja de Santo Ildefonso

A Igreja Matriz de Santo Ildefonso tem 11.000 azulejos que ornam a frontaria e os lados das torres sineiras, da autoria de Jorge Colaço (o mesmo autor dos azulejos da Estação ferroviária de S. Bento, no Porto), datados de 1932, e representando cenas da vida de Santo Ildefonso e do Evangelho. A Igreja de Santo Ildefonso tem oito belíssimos vitrais, do Mestre Isolino Vaz e com a data de 1967.Preenchendo os vãos das grande janelas do espaço da assembleia e do coro e, ainda, os dois varandins da Capela-mor, os vitrais são uma extraordinária memória pedagógica dos passos mais significativos da história da salvação, em Jesus Cristo.
Envolvendo a nave onde assembleia do povo de Deus se reúne e a Capela-Mor, os vitrais da Igreja de Santo Ildefonso, iluminados ora pela luz solar, nas horas mais luminosas do dia ou ao entardecer, ora pela luz artificial, aquando das cerimónias ao cair da tarde ou já noite, fazem parte do louvor que o Homem presta ao seu Criador e Salvador, celebrando os mistérios da fé.
Ao nível de sinais, importa salientar as duas grandes telas de 5,80 x 4,30 metros suspensas nas paredes laterais, a meio da Igreja, que manifestam uma riqueza cromática notável, enquadrada dentro do estilo barroco português, e pintadas, entre 1785 e 1792, pelo autor Domingos Teixeira Barreto, natural de Santo Ildefonso. Uma tela denomina-se “Santo Sacrifício” e a outra “Triunfo Eucarístico”.
Estes dois grandes painéis foram restaurados em 1925 por Joaquim Lopes e Joaquim Vitorino, ocasião em que recobriram a castanho o ouro puro das grandiosas molduras. Infelizmente. Resta, na actualidade, à Igreja Matriz mais este encargo: devolver à autenticidade e grandeza originais estas duas preciosidades, restaurando as telas e recuperando o ouro das molduras.
Datado do século XIX, inactivo desde há quarenta anos a esta parte, o órgão de tubos da Igreja de Santo Ildefonso é um instrumento de construção tipicamente ibérica. Com 1308 tubos na totalidade e dois manuais com 54 teclas cada, a fachada deste órgão possui 33 tubos dos flautados e 83 tubos de palhetas. A caixa é de madeira de castanho. O seu restauro está já contratado e no segundo semestre de 2006 esperamos vê-lo operacional.
O pavimento da Igreja, totalmente renovado com riga nova e, na capela-mor, restaurado, avança sobre o antigo cemitério que, comum às Igrejas nos séculos passados, também existiu na Matriz de Santo Ildefonso. A primeira parte deste antigo cemitério corresponde ao primitivo adro da Igreja, pois como sabemos, até 1730, estava no exterior do templo. Com o avançar das obras, pela construção do baptistério e das duas torres sineiras, ficou incorporado na Igreja, a partir de 1739, rebaixado mais de quarenta centímetros, entulhado e coberto por um pavimento em mosaico que, com o tempo, se foi rompendo, chegando degradado aos finais do século passado.
Este adro tumular foi posto a descoberto em 1996, com o início de obras de repavimentação do nartex em 4 de Novembro desse mesmo ano. Autores há e, do mesmo modo, publicações que repetem erros. A actual Igreja de Santo Ildefonso começou a ser edificada em 1709 e acabou (numa primeira fase, sem torres sineiras) em 1730. Desde esse ano até 1739, a comunidade paroquial e as suas instituições ganharam fôlego para a construção das dias torres sineiras e transpôs-se o pórtico de MDCCXXX para a frontaria da Igreja, criando-se um nartex. Portanto, a leitura de 1730 na porta principal da Igreja corresponde à primeira fase que se completou em 1739. Daí a razão da Igreja ter no fecho do seu telhado fronteiriço uma cruz atrás da outra, correspondendo às datas 1730 e 1739 – o que se pode constatar a partir da Praça da Batalha.

Para comemorar esta data importante da comunidade paroquial, o Pároco, com o apoio institucional e amigo da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, tem promovido, desde 2002, as FESTAS DE SANTO ILDEFONSO, em torno do 3º domingo de Julho, ao longo de 8 dias, numa vertente de cultura, lazer e fé. O ponto alto destas Festas é a grandiosa procissão, no domingo de encerramento, pelas Ruas principais da Baixa do Porto, e a Eucaristia solene no Largo de Santo Ildefonso, transformado numa catedral a céu aberto.

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